sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

LIBELO DO REPÚDIO. (P - 2)

                                     Continuando, temos também, a referência de Jesus - como Ele havia mencionado - que de "início, não fora assim". No passado - nos tempos do patriarca Abraão por exemplo, não tem conhecimento, de algum caso de "repúdio", que não seja o do próprio Abraão; por sua mulher Agar, juntamente com o filho, que havia gerado do patriarca, união esta, sugerida por Sara - esposa de Abraão - que não podia gerar filhos. (Gênesis, 21:9-14)

                                      Atitude esta, considerada extrema, por Abraão! Devido ao filho Ismael. 

                                     Lembremo-nos, do ensinamento contido em Mateus, 5:32: "Digo-vos, porém que, aquele que repudiar a sua mulher - sendo por infidelidade - e casando-se com outra, adultera, igualmente; também, quem casar-se com a repudiada, adultera".

                                     Alguns estudiosos das escrituras, acreditam que o último versículo de Marcos - como esta posto no livro de Carlos T. Pastorino: Sabedoria do Evangelho. O evangelista Marcos havia escrito a respeito do repúdio, quando pregou para os cristãos romanos; visto que, naquela sociedade, era "permitido a mulher repudiar o marido"; algo que entre os judeus, jamais seria admitido. 

                                     Porém, não podemos olvidar que, em 25 a.C. a irmã de Herodes - chamado o grande - Salomé; repudiou o próprio marido! Costobar - apesar das leis judaicas - não o permitir. Segundo o historiador, Flávio Josefo (Ant. Jud. 15, 7, 10)

                                    Inclusive também, Herodiades havia deixado seu tio e marido, Herodes Filipe, para casar-se com Herodes Antipas. Relação esta, condenada veementemente por João Batista e sendo morto, por isso. Assim, levanta-se a suspeita, que o mesmo H Antipas, havia repudiado a filha de Nabateu IV; seria o motivo das perguntas dos fariseus? 

                                    Segundo o evangelista Marcos, nesse momento, Jesus encerrou o diálogo com os fariseus; terminando seus ensinamentos, quando havia chegado em casa, onde estes ensinamentos poderiam ser bem mais aprofundados espiritualmente. 

                                    Então - devido ao aconchego e a intimidade do lar - os discípulos levantaram a dúvida: "valeria a pena contrair matrimônio, com o risco de ter que suportá-la, caso aconteça o pior?" Nesse momento, não entrou em discussão a monogamia; algo que, somente mais tarde, seria cogitado por Paulo: "Se alguém aspira ser inspetor, deseja belo trabalho; deve pois o inspetor ser irrepreensível, homem de uma só mulher". (I Timóteo, 3:1-2)

                                   Em contrapartida, o mesmo Paulo, recomenda, quando uma mulher cristã for abandonada pelo marido incrédulo, case-se novamente e vice-versa. (I Coríntios, 7:15) É o denominado "privilégio paulino".  Depois disso, o apóstolo dos gentios recomendou a monogamia:

"Bom é que o homem não toque em mulher, mas por causa das fornicações, cada um tenha sua mulher e cada uma o seu homem". (I Coríntios, 7:1-12)

                                   Assim - no regaço do lar e em particular - Jesus amplia seus ensinamentos, do qual somente as palavras enigmáticas, foram escritas e traduzidas, inúmeras vezes, até hoje: "NEM TODOS COMPRENDEM ESSA DOUTRINA, MAS A QUEM É DADO". E, no final:

"QUEM PODE COMPREENDER, COMPREENDA". 

                                  Vejamos agora, as três questões a respeito dos eunucos!

- há eunucos que foram gerados assim, desde o ventre materno; 

- há eunucos que se tornaram assim, devido a castração; 

- há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino de Deus. 

                                  O nosso entendimento espiritual a respeito disso, é que, no primeiro caso: "Eunuco gerados assim"; é devido ao cumprimento de uma missão - que para o Espírito reencarnante seja importante - ou devido a um resgate do mesmo. 

                                   No segundo caso: "Eunuco por castração"; também poderia ser para cumprir um regate, através da Lei de Causa e Efeito. (No harém de um rei, aquele que protegia suas mulheres, era um Eunuco)

                                   Por outro lado - na Itália entre os séculos XVII e XVIII - garotos eram castrados as escondidas, para tornarem-se os chamados "castrati" ou cantores de ópera com vozes femininas, que impedia o engrossamento das cordas vocais.

                                   Já no terceiro caso, "aqueles que se castram"; por causa do Reino de Deus; é devido ao desvio da energia sexual, para uma finalidade de serviço a humanidade. Também estes são missionários! Cujo propósito principal é o trabalho na Bendita Seara do Senhor da vida. Podemos citar como exemplo, Francisco de Assis. "O Povorello de Assis". 

                                   Por outro lado, fora dessa questão puramente espiritual, temos também, a "castração" devido aos dogmas das Organizações religiosas profissionais. Que em sua maioria, não é inteiramente respeitada. Visto o grande números de filhos de sacerdotes católicos; por exemplo. 

Continua. 

                                       

                                          

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