sábado, 6 de setembro de 2025

REFLEXÕES SOBRE O JARDIM DO ÉDEN. (P - 91)


OS CONVIDADOS. (Lucas, 14:12-14)     


                                    Dizia também ao anfitrião: "Cada vez que fizer um almoço ou jantar, não chames teus amigos ou irmãos, nem parentes, nem vizinhos ricos; não suceda que eles te retribuam o convite e torne-se retribuição para você.    

Mas cada vez que, fizer recepção, convida mendigos, mutilados, coxos, cegos;    

E, feliz será, porque não podem retribuir-te, pois será retribuído na ressurreição dos justos". 


                                 Se, na atualidade, tentarmos fazer o que recomendou Jesus aos fariseus, veremos que seria impossível. Não temos o menor desprendimento, para receber em nosso lar, aquelas pessoas que vivem nas ruas. O primeiro empecilho é a questão da segurança. Nas ruas, vivem todo o tipo de indivíduo! Inclusive os que cometeram crimes graves.   

                                Então, a pergunta: Por que, Jesus recomendou isso aos fariseus?     

                                Na verdade, o que o Mestre pretendia, era dar um choque! No orgulho e vaidade, daquelas pessoas prepotentes e totalmente indiferentes; com os mais necessitados. Mesmo tendo lido - nas sagradas escrituras - que Deus é misericórdia e soberanamente Bom e Justo; na prática, fechavam convenientemente os olhos, desviando do caminho; para toda miséria de Jerusalém. E, ainda condenavam a atitude de Jesus, por estar sempre entre os mais necessitados e deserdados, daquela sociedade. 

                              O Cristo de Deus - como Bom Semeador que sempre foi - ao dizer tudo isso, àqueles anfitriões abastados e poderosos, lançou as "sementes", da caridade e humildade. Não esperava que frutificassem rapidamente. Porém, certamente que, em um tempo terrestre, através das benditas e reparadoras reencarnações. Depois de aprenderem a renunciar e se perdoarem; no futuro, estas sementes - germinariam e dariam frutos - 10 por 100 e 100 por 1000. Então, conscientizados dos ensinos, do Mestre do Amor Universal, estariam prontos para o trabalho, na bendita seara de Jesus. Como trabalhadores da última hora, sempre que forem convocados, pelo Bom Semeador. E, doravante, também demear a boa semente. 

                          Assim, como acontece, com todos os que preparam o "terreno" de seus corações, para receber e fazer germinar, a Boa Semente, do SEMEADOR DE DEUS. Nós que "semeamos", ainda não conquistamos o desprendimento e nem a caridade pura, daqueles santificados mensageiros, do Cristo de Deus, para humildarmo-nos o bastante; tal como: Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco ou Paulo de Tarso; Por exemplo. No entanto, também não temos a indiferença total, de um fariseu, nem mesmo sendo os de nossa época. Pois, em nosso coração, já brilha uma pequena luz! Se, a mantivermos acesa - mesmo diante das nossas tempestades íntimas - certamente que ela aumentará seu brilho, gradativamente até que, como um Farol - poderá guiar caminhantes que ainda estiverem na escuridão da ignorância. 

                        Então - depois disso - gozaremos da felicidade incalculável - e jamais comparando-se a qualquer alegria terrena. A tal felicidade dita pelo Mestre, na ressurreição. É o mesmo que dizer, quando cumprimos nossos compromissos, pelo menos 30% deles, após o desencarne, poderemos considerarmo-nos muito felizes. Porém, quando cumprimos 80%; já seremos considerados justos, pelos nossos mentores espirituais. 

                        Se, formos mais além! Desvinculando dos seres e das coisas, sem julgamentos a ninguém, nem aos filhos do calvário. Não olvidando de dar e não esperar recompensa, servindo desinteressadamente, não buscando as satisfações dos sentidos. "Não recusando o convívio, com a massa de ignorantes do polo negativo do Anti-Sistema". Moradia - em um determinado local ou Bairro - complicado, sujo, perigoso, cheio de médiuns descontrolados, drogados, ladrões - de bens materiais e ectoplasma - de uma grande cidade. 

                      Se, tivermos sucesso!  Seremos considerados justíssimos ou completistas. 

                      "Se, para a conquista do nível dos "justíssimos" é necessária uma total renúncia aos frutos; o que não é necessário SER, para a conquista do nível de "discípulos?" E, como poderemos ter a pretensão de considerarmo-nos "discípulos" de Jesus se, ainda não VIVENCIAMOS SEUS ENSINOS? 

Muita Paz. 

Continua!

                            

 

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