"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Daí pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." (Marcos, 12:17)
Aqueles que interrogaram Jesus, a respeito do imposto devido aos romanos dominadores, estavam agindo de má fé. Como sempre, instigados pelo pai da mentira - cuja ação era orientada por este - tentaram armar uma cilada para o Mestre.
Se, Jesus respondesse, que deveriam pagar impostos devido aos romanos, o acusariam de ser conivente com os invasores, tais como pensavam a respeito dos cobradores de impostos. (Publicanos)
Ao passo que, se o Mestre não concordasse com o pagamento do tributo, denunciariam-no aos romanos.
Assim, Jesus, aproveitando a oportunidade, instruiu-os, a respeito da separação, das questões, puramente materiais, dos deveres enquanto cidadãos, respeitadores das leis humanas. Mesmo discordando delas.
É óbvio que o Mestre conhecia a Lei do Retorno; sabendo também que, aquela situação de submissão aos romanos, sofrida pelos judeus, era a consequência das atitudes, daquele povo, quando violaram as Leis Imutáveis de Deus; em eras passadas.
No entanto, o Cristo de Deus, não poderia explicar isso, àquelas pessoas; pois não suportariam tal instrução. Faltando-lhes evolução psíquico-espiritual para isso.
De certa forma, a imposição de Cesar - através do poderio bélico e econômico - impõe àquela gente, a execução dos compromissos materiais. Assim, é imprescindível dar-lhes o que lhes é devido.
Por isso, o neófito do Evangelho, não deve invocar questões de religião ou de cunho pessoal, para justificar a fuga, dos compromissos para com as leis dos homens. Mesmo não concordando com as mesmas.
A cada povo, a lei humana que merece. Se porventura, existir erros nelas, não olvidemos a extensão de nossos compromissos para com as Leis Divinas e imutáveis. Então, cabe-nos a colaboração com o governo dos homens, oferecendo-lhe o nosso esforço e boa vontade, cumprindo com os deveres cívicos.
Mesmo à custa de sacrifícios, tudo que passamos o plano físico, são situações transitórias. Não cabendo a nós o julgamento das mesmas; mas, o cumprimento delas.
É claro que, este é um discurso duro; porém, lembremos também que, o Criador, jamais daria à sua criatura - em débito com suas Leis - uma cruz a qual não suportaria carregar.
Se verdadeiramente, queremos viver em paz e corretamente, nas veredas do Senhor; não demos a César, o vinagre amargo da crítica. Ajudemo-lo com o trabalho que edifica, santifica e enobrece a alma para Deus.
Muita Paz.
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