"mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, viverás." - Paulo. (Romanos, 8:13)
A palavra-chave que abre as portas da compreensão sobre o que se refere Paulo é "mortificardes." Sim! Pois as obras do corpo, na maioria delas, são dedicadas aos desejos e satisfação dos sentidos.
Então, quando pensamos nos exemplos do apóstolo dos gentios, que caído por terra, deu início às mortificações das obras inúteis - que outrora realizava - para imediatamente colocar-se a disposição do Cristo e dedicando-se as obras do Espírito vivendo-se em Cristo. Em certa ocasião, depois de muita luta em prol da Boa Nova entre os gentios, declara que, não era ele que vivia; e sim, o Cristo era quem nele vivia.
O aprendiz aplicado - na condição de neófito do amor - consciente de que está no corpo de carne aproveitando o tempo valioso que lhe resta - como iniciante no trabalho - em nome do bem e amor ao próximo.
E é na ignorância da maioria é que se nos apresentam preciosas oportunidades de trabalho. Sendo que nem sempre a ignorância é sinônimo de maldade. Às vezes poderá ser mais uma condição de equívoco e falta de uma instrução que desmitifica os dogmas de organizações religiosas.
Algumas são baseadas na culpa e no medo. Como poderia uma criatura, conseguir a solução de intrincados problemas existenciais e conquistar um resgate efetivo e seguro se, o que lhe foi ensinado, é somente a fé fanática, cujos alicerces de papel, são a culpa e o medo?
Se o fardo é pesado, não significa que o mesmo é impossível de ser levado avante. A cruz é de acordo com nossas forças. Não olvidemos que a Justiça Divina é PERFEITA.
Não estamos no corpo material somente para sofrer. A condição de "filhos do calvário" é somente para aqueles que insistem em permanecer na ignorância; vivendo no sono sem sonhos.
Seremos devotados sem ser fanáticos. Mesmo porque nossa fé é raciocinada.
Amparando sem nenhuma exigência e servindo sem escravizarmo-nos.
Semearemos a boa semente sem a preocupação e nem a ansiedade e inquietação pela colheita. Pois tanto a semente como o solo, pertencem ao Criador. Tudo que temos - na forma de bens materiais - foram-nos emprestados por Deus. Cabe a nós, bem administrá-los transformando-os em bens úteis, para que possam beneficiar os mais necessitados.
Bem-aventurados aqueles que cuja vida é pautada no Espírito! Para estes a "morte" é uma reciclagem do corpo. Pois o Espírito vivificado em Cristo, é imortal e seguirá evoluindo infinitamente. Do átomo ao Arcanjo.
Para estes, o fim da existência terrestre é como alvorada de uma nova existência; sublime transformação e alegre despertamento.
Muita Paz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário