"Eles têm os olhos cheios de adultérios." (I Pedro, 2:14)
O que seria, ter "bons olhos?" Na afirmativa de Pedro, "olhos de adultério", são aqueles que adulteram; ou seja, que tem algum interesse ou desejo, que extrapolam o bom senso. E, isso, pode acontecer, não somente no campo afetivo.
O amoroso apóstolo, referiu-se, àqueles que consideravam a Boa Nova trazida pelo Mestre, como sendo algo pernicioso. Porque olhavam-na, com seus olhos, acostumados a adulterar.
Não concordando com nada, que não pudessem controlar e tirar vantagens próprias. Como fizeram com a Lei de Moisés. Fazendo do templo um local de comércio.
Além disso, os referidos olhos "adúlteros" podem ter a conotação de enfermidade psíquica; durante a caminhada evolutiva. O chamado "olho gordo", é sinônimo de inveja, maledicência; isto é, um olho adulterado, cuja visão psíquica é cheia de concupiscência.
Isso vale - inclusive - para as questões financeiras, políticas, filosóficas e sociais. Neste vale de misérias, tudo é possível. Por isso mesmo é que, o "deus" antropomórfico, odeia a Luz Imperecível; da Boa Nova do Reino de Deus.
Raros, são os seres humanos - até mesmo alguns - que se declaram cristãos, utilizam seus olhos, como instrumentos do Bem Maior; como promotores da paz e fraternidade. Além de levar esperança e instrução.
Poucos também, são os homens que - inclusive do alto de um púlpito - quer seja religioso ou não - utilizam-se destes "olhos", no sentido de espalhar a fé, confiança, esperança, ou instrumentos vivos de trabalho santificante na vigília necessária. Em prol do bem estar e segurança, psíquica e espiritual; contra as investidas do mal.
A criatura comum, acostumou-se - devido aos reflexos condicionados ou não - em pousar o olhar, somente naquilo que despertou-lhe algum interesse, advindo da zona pantanosa, de seu cérebro, já magnetizado de antemão, pelo "deus" antropomórfico.
Então, tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir; para o importante alerta de Simão Pedro; olvidando o hábito em sintonizar com o mal.
Não existem justificativas, para as manifestações maliciosas. Sejamos prudentes, contemplando o problema em nós mesmos. Porém, não enxerguemos o mal, onde o mal ainda não exista.
Muita Paz.
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