Que fariam, irmãos? Quando ajuntarem, cada um de vocês tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo por edificação. - Paulo. (I Coríntios, 14:26)
Podemos reportar este pensamento do Apóstolo dos gentios, às casas espíritas por exemplo. Se, em determinada reunião mediúnica - de nossa doutrina consoladora - houver necessitados desencarnados, ao socorro evangélico, nada impede de um médium, colocar-se a disposição dos emissários do Cristo que coordenam os trabalhos mediúnicos, utilizar da mediunidade em serviço, para o auxílio àquelas entidades espirituais que foram trazidas para receber o devido adjutório.
Caso isto não aconteça - na falta de médiuns capacitados para tal - não será nada desesperador! São as circunstâncias e necessidades, que determinam as coisas em uma reunião espírita. Sendo que, seguirá em andamento o melhor; determinado pelos prepostos do Mestre.
É comum a ansiedade - em todas as reuniões - da parte dos participantes, por novidades extraordinárias, em fenomenologia e revelações.
Se, ainda não aprendemos a lidar com pertinência, daquilo que é de nossa responsabilidade em cumprir diariamente - no que diz respeito ao quesito em resgatar compromissos perante as Leis Divinas - como podemos aspirar, aquilo que ainda não merecemos e nem compreenderíamos?
Acontece - quase em todas as casas espíritas - parar com as atividades, somente porque, ainda não possuem médiuns adestrados para suas atividades no campo mediúnico.
A que deve-se isto? Até mesmo entre os discípulos do Cristo, houve aqueles que: Duvidou, negou, entregou, e inclusive, que perseguiu, antes de tornar-se um dos maiores a mais dedicados à causa de Jesus, entre os gentios.
Sendo assim - depois de mais de dois mil anos - ainda continua a existir dúvidas e inseguranças, somente porque não aconteceu fenômenos fantasiados pelos participantes de uma reunião?
Iluminar-se, é tarefa que exige não somente a vontade; e sim, Boa vontade e muita persistência e renúncia. Não é algo que - devido ao maior tempo de atividade - recebemos como prêmio. É conquista individual e intransferível de cada alma vivente, na persistência sistemática no Bem.
Os trabalhos em uma casa espírita, de nenhuma relevância teria se, fosse circunscrita a frequência mecânica, da maioria, somente para observar o esforço de poucos.
Necessário é a conscientização, de que os trabalhos em uma casa espírita, é da responsabilidade de todos os participantes - reencarnados e desencarnados - cada qual dando daquilo que pode oferecer; sem sacrifícios desnecessários e desgastantes, quer sejam médiuns preparados ou não. Na certeza de que, cada presente é um trabalhador; e cumprirá aquilo que lhe compete.
Nossa obrigação mediante os trabalhos, é servir ao Mestre e agradecer a oportunidade concedida. Na firme decisão - enquanto neófito do amor - ter boa vontade e persistência, no sentido do conhecimento da vida e elevar-se continuadamente.
Ao oferecermo-nos aos trabalhos na seara do Cristo Redentor, sejamos naturais e simples - sem ansiedades e precipitações - seguindo nossa intuição, quando for para falar ou interpretar, se já estivermos prontos. Colocando mãos à obra, a serviço do Bem Maior; rumo a conquista da Luz, no aperfeiçoamento indispensável.
Muita Paz.
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